A Letra Escarlate

 
Eu confesso: sou completamente apaixonada pelos clássicos. O mercado editorial se renova todos os dias e, ainda assim, sempre dou um jeito de ler uma história antiga, batida, e que, teoricamente, todos conhecem.
 
Um clássico pode ter várias facetas e, apesar de todos nós sabermos como termina a historia, o modo de aprecia-la pode mudar muito de uma edição pra outra. A releitura de um clássico depende da tradução, da edição, da época em que ela é publicada.
 
Mas não é esse o objetivo do artigo. Vou defender os clássicos em um outro post, hoje eu quero falar de um clássico que estou em cócegas para ler há algum tempo e que foi relançado, recentemente, pelo selo Penguin da Companhia das Letras, A Letra Escarlate.
 
É… eu sei, eu sei, isso é notícia velha mas, minha fila de leitura também está envelhecendo e tudo o que eu espero é conseguir ler tudo antes de morrer. Desejo, sinceramente, que meu corpo seja encontrado embaixo de um livro.
 
logo-companhia-das-letrasNo final de semana, li uma resenha muito boa feita do livro de Nathaniel Hawthorne e fiquei babando por isso, quando recebi o meu exemplar esta manhã, pacientemente expliquei aos outros livros que estão na fila, que eles terão que esperar mais um pouquinho.
 

 
Companhia das letras: divulgaçãoA história é situada na Boston puritana do século XVII. Separados da igreja Anglicana, os puritanos levavam o pecado muito a sério e uma mulher adúltera precisava ser punida. Era a lei. A punição para o adultério era receber a marca da letra escarlate, e viver sem poder esconder sua desonra.
 
Casada com um homem muito mais velho e desprovido da capacidade de amar, desonrada pela paixão que viveu com o pregador que é covarde demais para assumir seu amor pela Adúltera – como era considerada pela comunidade – a heroína Hester Prynne vai carregar seu estigma, aceita-lo como parte de si e, por fim, mudar seu significado para o mundo exterior.
 
‘Bora ler galera…